O ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), teve seu nome colocado goela abaixo do governador Jorginho Mello (PL) para ser um dos candidatos ao Senado na sua chapa em 2026.
Inicialmente, o nome dele gerou desconfiança e algumas contrariedades, mesmo dentro do Partido Liberal de Santa Catarina.
Mas depois que ele efetivou o seu domicílio eleitoral na cidade de São José no início deste ano, Carlos até conseguiu frear um pouco a onda de ele não ser de Santa Catarina e de nunca ter feito nada por aqui nos mais de 20 anos da sua carreira política.
Só que depois que a eleição começou oficialmente, Carlos Bolsonaro teve privilégios na divulgação dos dois nomes do PL ao Senado e passou a ser prioridade do PL nacional.
Só que o filho 2 de Jair Bolsonaro passou a fazer tudo errado e hoje já é visto com desconfiança até por candidatos a deputado federal e estadual do próprio partido pelo afastamento que insiste em manter com pessoas que não são do seu grupo político.
Carlos não comparece a entrevistas e debates nos veículos de comunicação, não aceita convites para algumas visitas em cidades mais distantes e menores, não conversa com o eleitor catarinense e está dando preferência para compromissos em Brasília e no Rio de Janeiro.
A última do ex-vereador carioca aconteceu na manhã desta sexta-feira, 11, onde tinha agendado desde o mês de julho que participaria da entrevista na Rádio Jovem Pan Florianópolis com o apresentador Emanuel Soares, mas não apareceu.
Segundo a assessoria dele, ele não foi por conta de conflito na sua agenda, pois tinha compromissos em Brasília que não poderiam ser desmarcados.
Durante esta semana, a Rádio Jovem Pan News Florianópolis está fazendo uma rodada de conversas com todos os candidatos ao Senado que tenham, pelo menos, 1% de intenção de voto nas pesquisas.
Muito provavelmente, a ausência de Carlos não é uma deliberação do PL de Santa Catarina, pois até a candidata Caroline de Toni (PL) participou desta e de outras entrevistas em várias regiões do Estado.
Com uma disputa tão acirrada as duas vagas ao Senado, ninguém está entendendo muito bem a estratégia de Carlos Bolsonaro nessa eleição, pois ele está seguindo a cartilha do candidato que tem grande potencial de vitória, mas que comete erros infantis no período eleitoral e acaba perdendo a eleição.
Tais atitudes mostram que o candidato do PL realmente não entende como funciona a eleição em Santa Catarina e que está confiando muito no nome Bolsonaro para ficar com uma das vagas ao Senado.
Quando políticos e até veículos de comunicação, que eram simpáticas a sua candidatura, começam a jogar para o eleitor como ele está se comportando como candidato, o caldo pode começar a entornar e ele não ser mais aceito pelo eleitor, mesmo tendo o nome de um ex-presidente que o eleitor sempre aprovou.





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