Você foi assaltado neste último trimestre. Na semana passada o Governo Federal anunciou que o Brasil cresceu 0,5%. Já o consumo das famílias foi de menos 0,4% e nesse caos econômico o consumo do Governo Lula tem um acumulado de crescimento de 3,1% no ano e o crescimento das famílias está em apenas 0,5% em 2026.
O consumo do governo cresceu seis vezes mais que o das famílias brasileiras. Só de imposto embutido, o governo arrecadou 487 bilhões em três meses, tirando esse dinheiro dos carrinhos do supermercado e guardaram no cofre em Brasília e chamaram isso de crescimento.
Você que ganha salário-mínimo e vê ele terminar antes do dia 20 de cada mês; você que é dono de restaurante e, mesmo vendendo mais, vê o lucro diminuir;
O Estado come primeiro e o brasileiro come o que sobra e para sustentar quem come primeiro, o país paga um dos maiores juros do mundo que vira os juros do cartão de crédito, do crediário e do capital de giro das empresas.
O resultado disso são 9 milhões e 100 mil empresas negativadas devendo R$ 232 bilhões e isso virou um recorde histórico nunca antes visto na economia nacional.
O Pib no último trimestre, ou seja, tudo que o Brasil produziu, foi de R$ 3,4 trilhões, o que deu os 0,5% de crescimento. No trimestre anterior o crescimento tinha sido de 1,1% e isso mostra que a economia do Brasil freou pela metade, mas o governo estava comprando mais, contratando mais e gastando mais juntamente com o dinheiro que foi tirado dos carrinhos do supermercado.
Você não é o cliente do Estado, mas sim o fornecedor. O governo gasta mais que arrecada e a dívida do país está em 82,5% de tudo que é produzido no ano. Esse gasto á como o de uma família que ganha 10 mil reais e deve R$ 8.250,00 e todo mês é obrigado a pegar dinheiro emprestado para pagar quem ele já deve.
Quem empresta dinheiro para um devedor desse tamanho, cobra caro. Por isso que a Selic começou o ano em 15% e só em agosto que ela baixou pata 14%. Isso é um dos maiores juros reais do planeta e isso significa que o dinheiro do brasileiro tá pagando o cartão de crédito do Governo.
É o Estado crescendo e tomando dinheiro caro emprestado, os juros sobem, e quem paga a conta é quem produz, independente da sigla partidária que você defende.
A Associação dos Supermercadistas viu que as idas no mercado subiram quase 13%, mas o número de itens por compra diminuiu mais de 10%, ou seja, as pessoas estão indo mais vezes no mercado, mas leva menos. As pessoas estão comprando por dia porque o dinheiro dela também entra por dia.
É o chamado “consumidor imediatista”, que compra o que resolve hoje com o dinheiro que tem hoje. Então, as empresas já não fazem mais as embalagens econômicas, não tem mais o leve 3 pague 1 e nem o combo do mês para não perder cliente.
O problema não é o preço, mas sim o dinheiro que sumiu do bolso do brasileiro. A Revista Exame publicou em junho que das 10 categorias de produtos do dia a dia, 7 estão vendendo menos do que há um ano.
De acordo com uma pesquisa do Datafolha, 58% dos brasileiros disseram que estão comprando menos comida. 66% das pessoas hoje procuram os produtos mais baratos, 45% pegam o de menos preço sem olhar a marca e 40% das pessoas fazem a conta da compra inteira antes de passar no caixa e tira do carrinho o que não consegue pagar.
Oito em cada dez brasileiros estão endividados e 1/3 dos brasileiros já cortou a comida fora de casa e passou a comprar comida congelada pra comer no trabalho.
O Governo Federal comemorou o crescimento na arrecadação, mas não está enxergando a diminuição no poder de compra da população.
A população não está só com poder de compra menor, mas boa parte já está sendo excluída do crediário e do cartão de crédito. Se o consumo das famílias cair pela segunda vez seguida no próximo trimestre, isso não é apenas um detalhe, mas sim uma tendência.
Então, essa é a hora de decidir se você quer continuar empobrecendo, comprando menos e com alto risco de perder emprego ou se quer parar de pegar parte do seu salário para pagar a gastança do Governo?





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