Na manhã desta segunda-feira, 14, a Quaest Pesquisas divulgou mais uma rodada com os números da corrida a presidência da República.
Os números do 1º turno mostram Lula (PT) ainda na frente de Flávio Bolsonaro (PL), com o presidente da República com 36% e Flávio com 31%.
Quem não confirmou o seu crescimento foi o candidato Augusto Cury (Avante), que tinha 10% há duas semanas e agora aparece com 7% e em viés de queda. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem com 4% e Romeo Zema tem apenas 1%.
NUMEROS DO 2º TURNO
Mas o foco principal foi o segundo turno, onde Flávio Bolsonaro aparece com 42% e Lula tem 40%. No mês de junho deste ano, Lula tinha 8% a mais que Flávio no segundo turno e desde aquela época até hoje, o presidente perdeu 5% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro ganhou os mesmos 5% da escolha do eleitor brasileiro.
Esses números praticamente selam a disputa de um segundo turno entre os dois representantes da polarização. Um número interessante apresentado na pesquisa foi que 44% dos entrevistados têm mais medo da reeleição de Lula do que os 42% que tem medo da volta da família Bolsonaro ao poder. Só 7% têm medo de ambos e 2% não tem medo da eleição de nenhum dos dois.
Outro número que impacta na queda de Lula é que 50% rejeitam o seu governo. Os dois pontos que mais preocupam o eleitor são a violência, com 31%, e corrupção com 22%, mesmo com todas as notícias das duas últimas semanas nos casos do Banco Master e do INSS.
ESTRATÉGIA
Muito provavelmente, a estratégia das campanhas de Flávio Bolsonaro e Lula devem intensificar os ataques e as trocas de acusações sobre os últimos escândalos. Lula vai tentar colar Flávio a Daniel Vorcaro por conta do financiamento do filme Dark Horse.
Já a equipe de Flávio Bolsonaro deve tentar associar Lula ao grupo do ministro Alexandre de Moraes, que será investigado no caso do Banco Master.
O problema é que o eleitorado brasileiro não tem dado muita atenção para o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, exercendo pouca influência na decisão do voto do eleitor.
A pesquisa Quaest mostra que 58% dos entrevistados disseram não ter visto nenhum programa da propaganda eleitoral. A última eleição nacional em que o horário eleitoral teve influência foi a de 2018 e de lá para cá os programas dos candidatos tem perdido força e hoje chegam a um número muito considerável.





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