Há vinte dias de uma eleição tão decisiva para o futuro do Brasil, o Supremo Tribunal Federal protagonizou um dos seus piores capítulos desde a sua criação.
E a pergunta que o brasileiro se faz é: quem vai julgar os julgadores? A corte vai se proteger para não abrir um precedente? Eles vão acabar interferindo na eleição? Eles terão coragem de empurrar esse julgamento com a barriga?
E a resposta é sim, eles farão de tudo para culpar o acusador e vão fazer de tudo para proteger o acusado. O momento do Brasil é muito delicado e 2026 pode ser o ano da reconstrução ou o ano da queda definitiva.
Quem imaginaria que um dia teríamos uma investigação policial que mostra que um ministro do STF tem um “irmão” dono de um Hotel Fazenda junto com um banqueiro corrupto, que a esposa de outro ministro do STF seria advogada do Banco do mesmo banqueiro, que um diretor-geral da Polícia Federal fosse levado pelo mesmo a uma degustação de whisky que custou 30 mil dólares, que um procurador-geral da República pedisse para o banqueiro levar o seu filho junto para uma viagem para os Estados Unidos e que teríamos um presidente do Senado Federal que, depois de todas essas provas, não admitisse nenhum pedido de impeachment contra um ministro do STF.
Mas me explique uma coisa! Como um mineiro de 42 anos conseguiu botar tanta gente importante no bolso? Pois bem, ele deu tudo aquilo que essas pessoas mais gostam. Deu cartão de crédito de R$ 300 mil para filho de ministro do STF, deu cota de avião e helicóptero para a mulher do mesmo ministro, proporcionou uma grande festa na Casa Noturna Madame Satã onde cada um dos 20 convidados teve direito a seis acompanhantes para não se sentirem sozinhos durante o “evento”. Enfim, a lista de “agrados” é grande demais para ser descrita aqui.
Mas depois de tudo isso, tivemos a sessão do STF de terça-feira, 15, que não passou de um grande teatro que começou com Dias Toffoli e Cássio Nunes Marques se declarando impedidos de votar por fatos que surgiram anteriormente, ministros acusando outro ministro, ministro intimidando outro ministro, deboche contra o presidente da corte e no fim um pedido de vista que pode arrastar esse caso por até 90 dias.
A foto acima representa bem o que virou a corte mais importante para a democracia brasileira. Mas vale lembrar também que o fotografo que tirou a foto do ministro mostrando o dedo do meio acabou demitido e o repórter fotográfico que tirou a foto dos ministros rindo da cara do brasileiro também já teve o pedido de afastamento.
Esse é o fim? Não, pois o ato principal pode estar sendo preparado para que todos os envolvidos mantenham seus espaços e que aqueles que tentarem se insurgir contra o sistema, sejam repelidos. Então, que Deus nos proteja!
A arte imita a vida:





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