Caroline de Toni não vai no debate da ND e o episódio coloca a candidata numa sinuca de bico

No domingo, 20, o Grupo ND, pela primeira vez, fez um debate entre candidatos ao Senado por Santa Catarina. O encontro reuniu os candidatos Esperidião Amin (PP), Antídio Lunelli (MDB), Décio Lima (PT), Afrânio Boppré (Psol) e Jeferson Rocha (PRD), que discutiram propostas e temas de interesse dos catarinenses durante mais de duas horas.

O debate foi transmitido pela Record News e também pelo portal ND Mais e deu a oportunidade para os candidatos apresentarem suas posições sobre diferentes assuntos relacionados ao estado.

Mais uma vez, os representantes do Partido Liberal, Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni, decidiram não participar de mais um encontro entre os postulantes as duas vagas ao Senado.

De acordo com uma publicação do Portal O Antagonista sobre Carol de Toni, a ausência dela ocorre depois de a própria campanha da deputada federal ter passado por idas e vindas em relação à participação em debates.

No mês de agosto, o próprio O Antagonista informou que havia um alinhamento para que a deputada só comparecesse aos encontros dos quais Carlos Bolsonaro também participasse. Posteriormente, surgiram sinais de mudança nessa estratégia, com De Toni aceitando participar de alguns debates mesmo sem Carlos.

Numa sabatina também feita pelo ND, Carol de Toni, quando questionada sobre uma questão relacionada a Carlos Bolsonaro, ela respondeu que seria preciso “perguntar para o Carlos”.

A declaração repercutiu nos bastidores justamente porque os dois disputam as duas vagas pelo mesmo partido, mas mantêm estratégias próprias de campanha.

A relação entre as duas candidaturas já atravessou momentos de tensão. No início do ano, De Toni chegou a ficar fora da composição inicialmente desenhada pelo PL para o Senado e cogitou deixar o partido. Posteriormente, Jair Bolsonaro definiu Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni como os dois candidatos da sigla.

Agora, com Caroline de Toni ausente do debate da ND do último domingo, volta a colocar em evidência uma questão que acompanha a sua campanha: até onde ela vai caminhar junto com Carlos Bolsonaro e até onde cada uma segue seu próprio caminho?

Vale ressaltar que o candidato Esperidião Amin está na mesma disputa de ambos e pode, na reta final da campanha, fazer com que eles tenham que decidir se vão segurar na mão do outro ou vão seguir o próprio caminho para não ficarem sem a vaga em Brasília.

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