No início de 2026, quando o ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), lançou precocemente a sua pré-candidatura lá em Itapema, parecia que ele seria a grande pedra no sapato da reeleição do governador Jorginho Mello (PL).
O tempo foi passando e o primeiro entrave foi o prefeito de Florianópolis, Topázio Silveira Neto (Podemos), que, quando ainda estava no PSD, já deixou claro que João não seria o seu candidato em 2026.
A reboque veio Paulinho Bornhausen que, mais tarde, teve a proteção do pai, o ex-governador Jorge Bornhausen (PSD), que chegou a anunciar que João Rodrigues não seria o candidato a governador do partido.
João Rodrigues peitou os três e Topázio e Paulinho deixaram o PSD e Jorge Bornhausen se colocou em estado de inércia. Mas sabemos que seu Jorge, mesmo quieto, trabalha em silencio dentro do PSD para que a semente não frutifique.
Depois veio a rasteira do partido Novo, que disse que estava com João Rodrigues e com o PSD, mas em cima da hora de dizer sim ao casamento, Adriano Silva correu para o colo do governador Jorginho Mello.
Em seguida apareceram os rebeldes do MDB, que chegaram a fazer reunião em apoio a Jorginho Mello. Inclusive, Antídio Lunelli e Dona Ivete da Silveira estiveram presentes, mas Lunelli deu um passo atrás e ficou com a direção do MDB.
Logo em seguida foi a vez dos rebeldes do Progressistas, que chegaram a peitar Esperidião Amin e até exigiram que na apresentação dos candidatos do partido no horário eleitoral não aparecesse nenhuma menção de João Rodrigues.
Por fim, 10 prefeitos do próprio PSD declararam apoio abertamente a Jorginho Mello. Se esse apoio terá ou não consequências ainda não sabemos, mas se João exigir o mesmo que exigiu no caso de Topázio Neto, estes prefeitos também terão que ser expulsos do partido.
É fato que o governador de Santa Catarina agiu com mão de ferro, trocando o apoio de prefeitos de partidos que não estavam com ele por convênios de obras que, já a partir de 2027, terão que ser pagos.
É fato também que Jorginho, com a máquina na mão, conseguiu facilitar a sua campanha, ficando agora somente para a disputa ao Senado para ver se vai fazer barba, cabelo e bigode neste ano.
O PL deve eleger a maioria dos deputados estaduais e federais e muito provavelmente terá a maioria no legislativo, diferente do que aconteceu neste primeiro mandato.
Então, Jorginho vai continuar nadando de braçada em Santa Catarina e se Flávio Bolsonaro (PL) vencer a disputa presidencial, vai se transformar também numa importante liderança nacional do PL por todos os sapos que teve que engolir da ala bolsonarista.





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