O estranho triangulo que salvou o procurador-geral da República de uma investigação

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes comemorou no último sábado, 26, a decisão do Conselho Superior do Ministério Público Federal de arquivar o pedido de investigação criminal contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, referente ao caso Master.

Mas como Gonet conseguiu criar um ambiente favorável para não sofrer esse constrangimento, mesmo tendo fotos para provar o que ele sempre negou.

Na sexta-feira, 25, o conselho do MPF iniciou o julgamento para analisar a existência ou não de elementos para se aprofundar na apuração das declarações de Daniel Vorcaro em mensagens ao procurador-geral da República.

Só que, por 5 votos a 4, o Ministério Público Federal rejeitou o pedido para investigar Paulo Gonet no caso do Banco Master, decidindo também manter a participação da PGR na investigação do banco.

Como Gonet fazia parte do colegiado do MPF, ele tem direito a voto, mas como ele era o investigado, somente o seu vice pode votar.

E aí você pergunta quem é o vice de Paulo Gonet que vai votar nesse julgamento? Pois bem, o vice do chefe da PGR é Nicolau Dino, que é irmão do ministro do STF, Flávio Dino.

E você pergunta de novo de quem foi o voto que decidiu não investigar Paulo Gonet? E eu respondo sem espanto algum. O voto que deu a maioria para a não investigação foi de Nicolau Dino.

Mas quem foi que indicou esse Nicolau Dino para o cargo na Procuradoria dos Direitos do Cidadão? A indicação dele foi feita justamente pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ele assumiu o cargo no dia 1º de setembro de 2026.

Estranhamente, o 1º de setembro foi o dia que Polícia Federal apontou a proximidade entre Vorcaro e Gonet, mostrando inclusive uma troca de mensagens entre eles, onde Gonet escreveu “já estou com saudades de você. Estou embarcando para Roma”.

Ou seja, a Polícia Federal jogou a m… no ventilador, o procurador-geral da República indicou, a pedido do ministro Flávio Dino, o seu irmão e aliado do governo para decidir o seu julgamento e jogar tudo para baixo do tapete e, mais uma vez, o brasileiro pagou a conta.

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