Na noite de terça-feira, 29, a Rede Globo e suas afiliadas fizeram os seus debates com candidatos aos Governos Estaduais.
Aqui em Santa Catarina a NSC convidou o governador Jorginho Mello (PL), que busca a reeleição, o ex-prefeito João Rodrigues (PSD) e os candidatos Gelson Merísio (PSB) e Ralf Zimmer (PRD).

No total, o Estado tem 8 postulantes ao cargo de governador, mas só aqueles cujo partidos tem representação no Congresso Nacional foram convidados, conforme a legislação eleitoral.
A dúvida era se Jorginho Mello compareceria ao último debate desta eleição, mas uma hora antes do seu início, os quatro candidatos já estavam na emissora para participarem do encontro.
Como já tinha acontecido no primeiro e único debate em que Jorginho esteve presente, ele foi o principal alvo de João Rodrigues e Gelson Merísio e, mais uma vez, só Ralf Zimmer manteve a sua estratégia de confrontar João Rodrigues.
Mediado pelo jornalista Fabian Londero, o debate da NSC teve quatro blocos, aonde dois foram de temas livres e dois com temas pré-determinados.
1º BLOCO
No primeiro bloco, João Rodrigues (PSD) tentou usar as veiculações do programa eleitoral de Jorginho Mello que mostrava a sua prisão em 2018, mas o governador, na sua resposta, acabou dizendo que João, quando era deputado federal, João “foi pego vendo pornografia durante uma sessão”.
De resto, foi um bloco onde abordaram temas nacionais, sem ataques diretos, mas também sem propostas concretas para o Estado de Santa Catarina.
2º BLOCO
Neste bloco de tema determinado, foram abordados os temas da violência contra a mulher, prevenção a desastres climáticos, gestão do saneamento básico e atração de investimentos.
Neste bloco, João Rodrigues foi o mais incisivo na sua resposta quando perguntado sobre o saneamento básico. Deu Florianópolis como exemplo, dizendo que a Casan cobra pelo serviço, mas a Capital não tem nem 50% de rede para o tratamento de esgoto. O ex-prefeito de Chapecó também confirmou que, se eleito, vai privatizar a Casan para mudar o atual cenário da companhia.
Estrategicamente, Jorginho Mello preferiu fazer uma dobradinha com Ralf Zimmer e João Rodrigues e Gelson Merísio também preferiram fazer perguntas entre si para evitar a participação do governador.
3º BLOCO
No terceiro bloco, Gelson Merísio trouxe para o debate as declarações de Jorginho Mello sobre o caso do cão Orelha, que o judiciário acabou arquivando o caso.
Em postagens no seu “X” no mês de janeiro, Jorginho disse que as imagens embrulharam o seu estômago. No debate, o governador disse que viu as imagens nos jornais enquanto tomava café da manhã e não no inquérito da Polícia Civil de Santa Catarina.
Neste bloco, Ralf Zimmer deu a deixa para que João questionasse o governador sobre o patrimônio do seu filho que, segundo o ex-prefeito, tem duas mansões (Jurerê Internacional e Lagoa da Conceição), comprou um apartamento de R$ 11,2 milhões na Beira Mar Norte e que a holding da família do governador adquiriu mais de 50 imóveis nos últimos anos.
4 BLOCO
Este bloco foi o que teve a temperatura um pouco mais alta. João Rodrigues questionou Jorginho sobre o gasto com publicidade e sobre a fila de exames na saúde. Jorginho não deu uma resposta direta, mas conseguiu se desvencilhar do conflito.
Como o bloco era de temas pré-definidos, foram abordados, além da saúde, a infraestrutura, a educação e relação com o Governo Federal.
Sobre a relação com o Governo Federal, Jorginho Mello disse que o Ministério dos Transportes transferiu a decisão do Morro dos Cavalos para dezembro, e disse também que “em dezembro eles já foram para o inferno porque já perderam a eleição”, se referindo a disputa nacional.
ANÁLISE
Este debate da NSC mostrou um pouco do que foi a campanha de 2026 aqui em Santa Catarina. Jorginho Mello sempre esteve muito à frente dos demais candidatos e, diante da situação confortável, se preservou e atacou em momentos estratégicos.
Geralmente, no último debate de TV aberta de uma eleição, espera-se que algum adversário traga algo de impactos para, pelo menos, tentar desestabilizar quem está na frente e de colocar dúvida na cabeça do eleitor para evitar que a disputa acabe no primeiro turno, mas isso acabou não acontecendo.





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