Como dia o ditado popular, “chega o Natal, mas não chega o dia 4 de outubro”. Essa é a última semana do primeiro turno das eleições nacionais no Brasil e ela tem deixado muita gente ansiosa, com o coração na mão, doidos para saberem o resultado das urnas.
Uns querem que Flávio Bolsonaro vença, outros trabalham com afinco para que Lula continue e a grande maioria quer mesmo que tudo isso acabe porque não aguentam mais tanta mentira, tantos escândalos, tanta corrupção a ponto de não terem força para lutar contra tudo isso.
Nas décadas de 80 e 90, a população até se mobilizava para participar de manifestações contra os governantes, mas hoje a população parece anestesiada, querendo viver dentro da sua bolha e preferindo fazer de conta que o que acontece em Brasília, não tem nada a ver com a cidade em que eles moram.
O Brasil normalizou o crime, o Brasil parou de lutar, o brasileiro não vê mais a luz no fim do túnel, o brasileiro desanimou de lutar pelo Brasil.
Muitos falam de Cuba e da Venezuela, mas o Brasil já virou uma Cuba e uma Venezuela, não pelo sistema de governo, que até que provem o contrário, o Brasil ainda vive numa democracia, mas sim pela incapacidade de lutar contra quem nos rouba dia após dia.
O eleitor não enxergou em nenhum candidato a possibilidade de mudança e é por isso que a polarização ainda perdura num país que piora a cada ano a sua condição de vida, num país que a cada ano cobra mais impostos do brasileiro, num país que tem leis que impede o brasileiro de trabalhar, mas não tem leis que impeça o crime de continuar agindo.
Percebe-se que o crime venceu quando ele chega na mais alta corte nacional e tudo lá é tratado como política e não como justiça. A decisão é tomada para se auto proteger e de acordo com o valor que ela custa.
Como diz a música dos Titâs, por aqui “tudo se compra, tudo se vende, é conversando que a gente se entende”. Não há mais sequer o cuidado para esconder o que pode causar vergonha, pois se a vergonha gera riqueza, ela vira esperteza e, neste caso, esperteza acaba virando qualidade e não defeito.
Então, daqui há quatro dias vamos novamente votar para escolher um monte de gente que vai continuar fazendo o que fazem há anos e, por conta da forma como os políticos são eleitos, não veremos ninguém novo com alguma novidade que consiga trocar a lâmpada do fim do túnel que se encontra o Brasil.





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