Presidente do Samae de Blumenau vai na Câmara Municipal se explicar

Depois de uma convocação dos vereadores, o presidente do Samae de Blumenau, André Espezim, esteve na Câmara Municipal para explicar os constantes problemas ocorridos na autarquia nos últimos anos.

Segundo ele, alguns problemas são decorrentes de contratos feitos pelo ex-presidente Michael Schneider, que foi afastado do cargo, com as empresas de manutenção de rede que foram questionados pela justiça e posteriormente cancelados.

Ele disse também que, em virtude do crescimento populacional da cidade, o Samae percebeu que precisa fazer a revitalização das 4 Estações de Tratamento de Água para aumentar a produção. Também colocou a turbidez na água do rio Itajaí-Açu como uma das causas pela falta de água.

Enfim, tudo que o atual diretor-presidente disse na Câmara de Blumenau é o que o Samae passa todos os anos desde a sua criação, lá em 1966. A turbidez e o aumento populacional ocorrem todos os anos e a manutenção de rede é um trabalho obrigatório da autarquia.

Mas os problemas internos e das possíveis irregularidades, segundo o Ministério Público, são os verdadeiros problemas da autarquia hoje.

Para quem conhece bem o Samae, sabe que o último grande investimento feito lá foi na gestão do diretor-presidente Mauro Dorigatti, entre os anos de 1993 e 1995, quando foi construída a Eta 3 na Nova Rússia, a Eta 4 na Vila Itoupava e os primeiros 5% de tratamento de esgoto na cidade.

Depois disso, o também ex-presidente Gunter Buhr fez uma grande reforma na Eta 2, da rua Bahia, na primeira gestão de Décio Lima, mas depois disso só foi feito o básico, mas nos últimos anos nem o básico se dignaram a fazer.

Mas André Espezim falou na Câmara como se tivesse chegado na administração do prefeito Mário Hildebrandt (PL) em dezembro de 2023, quando assumiu o Samae.

Mas vamos lembrar que ele já assumiu esse cargo no ano de 2019 e saiu para coordenar a campanha de reeleição do atual prefeito. Só para lembrar, no fim de 2020 estourou a Operação Soldo Inflado da Polícia Civil, que investigou um esquema ilegal de pagamento de horas extras e sobreavisos no Samae.

O atual diretor-presidente confirmou que o Samae é superavitário, tem boa liquidez, ou seja, dá lucro e tem estrutura para servir a cidade. Então a pergunta que fica é porque tantos problemas de falta de água e desleixo na conservação de reservatórios e redes de distribuição?

André Espezim anunciou também que o Samae vai desativar o número 115, que é onde a população faz as reclamações de falta de água, e esse atendimento passará a ser feito via whatsapp e redes sociais para que se tenha um histórico de interação com a população, coisa que não ocorre hoje.

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